January 15, 2008

Bens tombados em Igatu

Categories: geral

Igatu: conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico (Andaraí, BA)

Outros Nomes:Xique-Xique do Igatu; Cidade de Pedras

Descrição:Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico na Cidade de Igatu, inclusive as ruínas de habitações de pedra, com a seguinte descrição do perímetro da área de tombamento: Inicia-se na ponte sobre o Rio Coisa Boa, incluída, (PONTO 1 - coordenadas S 12º53′45″/W 41º18′57″) que passa na entrada do Distrito de Igatu, e segue pela margem esquerda do Rio Coisa Boa, a seiscentos metros rio abaixo (PONTO 2 - coordenadas S 12º53′12″/W 41º19′03″). Neste ponto deflete à esquerda e segue na direção oeste em linha curvilínea, acompanhando a trilha do antigo rego do garimpo, na confluência com o final da Rua Luis dos Santos, incluída, (PONTO 3 - coordenadas S 12º53′ 02″/W 41º19′12″), onde deflete novamente à esquerda e prossegue por um quilômetro em linha reta na direção sudeste no encontro com o Poço do Brejo, incluído, (PONTO 4 - coordenadas S 12º53′34″/W 41º19′25″). Neste ponto deflete outra vez à esquerda e continua em linha reta até a interseção com o final da Rua Bambolim de Cima, incluída, (PONTO 5 - coordenadas S 12º53′54″/W 41º19′08″), onde deflete ligeiramente à direita e segue em linha reta até o cruzamento com o final da Rua da Estrela, incluída, (PONTO 6 - coordenadas S 12º53′51″/W 41º19′11″). Neste ponto deflete novamente à direita e prossegue em linha reta até a confluência com um raio de duzentos metros que tem por epicentro o final da Rua da Biquinha, incluída, (PONTO 7 - coordenadas S 12º53′56″/W 41º19′30″), onde deflete à esquerda e acompanha a linha sinuosa da trilha de acesso ao Cemitério dos Bexiguentos, incluída, atravessando a ponte sobre o Riacho dos Pombos, incluída, até a altura do túmulo da Senhora Maria Cândida Guedes, incluído, (PONTO 8 - coordenadas S 12º54′10″/W 41º19′25″). Neste ponto segue em linha reta até o alto do Morro do Cruzeiro de Cima, incluído, ( PONTO 9 - coordenadas S 12º54′00″ /W 41º19′10″), contornando este morro de modo a incluí-lo completamente, e prossegue em linha reta na direção nordeste até a margem esquerda do Rio Coisa Boa, nas proximidades do Poço da Madalena, incluído, a duzentos metros rio acima da ponte sobre este rio, (PONTO 10 - coordenadas S 12º 53′ 50″ /W 41º18′58″). Neste ponto deflete à esquerda e prossegue pela margem esquerda do Rio Coisa Boa até a interseção com a ponte sobre este rio, encontrando o ponto inicial desta poligonal.

 

Endereço: Distrito de Igatu - Andaraí - BA
Livro de Belas Artes
Inscrição:618 Data:20-6-2000
Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
Inscrição:122 Data:20-6-2000
Livro Histórico
Inscrição:557 Data:20-6-2000
Nº Processo:1411-T-98

 

Iphan

Categories: geral

O distrito de Xique-Xique foi colonizado em grande parte por
garimpeiros de Minas Gerais, que de Santa Isabel se deslocaram a
procura de novas lavras. A Vila de Igatú, não obstante a acidentação
de seu sítio, apresenta traçado bastante regular. Sua tipologia é
mononuclear. O afluxo para esse distrito de grandes levas de
garimpeiros, nos meados do século passado, provocou grave problema
habitacional, que teve como resposta uma arquitetura espontânea.
Grutas naturais foram fechadas com alvenaria de pedra-seca para se
transformarem em habitações conhecidas como “locas” ou “tocas”. Já no
século passado (XIX), possuía escola pública … e esgoto, constituído
por calhas de pedra, recobertas com laje do mesmo material. No início
deste século a vila possuía água encanada, iluminação elétrica gerada
por turbina hidráulica, e cabo telefônico, ligado à cidade de Andaraí.
Com sua decadência, esses serviços foram desaparecendo.
Paulo Ormindo. In Inventário IPAC.

Informações fornecidas por Mateus Morbeck
Chefe do Escritório Técnico de Lençóis/Mucugê/Palmeiras/Andaraí(IGATU)

Intranet do Governo do Estado

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Servidor é Notícia
Igatu, Caminhos de Pedras

Mariana Alves Campos, assessora de imprensa da Emop, ganhou o prêmio Mapinguari no Fest Cine Amazônia 2007 pela reportagem que conta a história da abertura de uma antiga mina de diamantes em um vilarejo na Chapada Diamantina. Confira como ela chegou a Igatu!

Servidor é Notícia
Igatu, Caminhos de Pedras

Por
Vera Ferreira
Núcleo Intranet
Foto: Carlos Magno
Com uma história tão interessante para contar, seria impossível deixar de registrar a façanha dessa jornalista de apenas 24 anos, muitos projetos a realizar e um troféu nas mãos, o Mapinguari, do Fest Cine Amazônia 2007 – Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, ganho pela melhor reportagem ambiental da mostra - Igatu, Caminhos de Pedras. Estamos falando de Mariana Alves Campos, formada em Comunicação Social em final de 2006 pela Uerj, assessora de imprensa da Empresa de Obras Públicas (Emop), vinculada à Secretaria de Obras, e apaixonada por meio ambiente.
Para quem está em início de carreira, ela já foi bem longe. Para conquistar o Mapinguari, concorreu com outros dez trabalhos, incluindo nomes de peso.
A história registrada por Mariana e os colegas de empreitada - Bernardo Abreu, Daniella Guedes e Tainá Del Negri - é singular: Igatu, Caminhos de Pedras conta a saga de quatro homens para a reabertura de uma antiga mina de diamantes no vilarejo de Igatu, no município de Andaraí, Chapada Diamantina, Bahia. Liderados pelo ex-garimpeiro Edgar, de 79 anos (completa 80 este mês), conhecido como ’seu’ Diga, o grupo é formado por outros ex-garimpeiros: Denis, Renilton e Badega.
A história pode ser conferida no site www.projetoigatu.org, e foi levada à sala de aula na Uerj pelo professor de Assessoria de Imprensa, Ricardo Ferreira Freitas, ao retornar de uma viagem à Chapada.
Tudo começou há sete anos, quando o grupo resolveu transformar o antigo local de exploração de diamantes em atrativo turístico da região e assim soerguer economicamente a vila.
- ‘Seu’ Diga é o personagem que mais chama a atenção, por ter trabalhado na gruta quando jovem, na época áurea. Ele acredita que o projeto trará benefícios à economia do vilarejo ao estimular o turismo – destacou Mariana.
Como explicado no site, Igatu é um povoado com 354 habitantes. O vilarejo chegou a ter mais de nove mil pessoas durante o auge do ciclo e exploração do diamante, no século XIX. A vila, na época, era chamada de Xique-Xique de Igatu, com casas construídas em pedras.
Iguatu não conta com apoio de ninguém – observou a jornalista. E a esperança do ’seu’ Diga e do grupo que lidera é que o turismo volte a dar vida à pequena localidade.
- Essa mina, a mais produtiva de Igatu, ficava na gruta Brejo-Verruga. Foi aberta em 1941 e fechada em 1950. Durou nove anos. O dono brigou com o gerente, interditou as entradas e inundou o subsolo – resumiu a jornalista.
Antes de descobrirem as jazidas na África do Sul, a Chapada Diamantina era muito valorizada em relação aos diamantes. Hoje, é proibido o uso de dragas. O garimpo só é permitido manualmente.
No Verruga, na saída, andando uma trilha de dez minutos, chega-se a uma cachoeira, com um córrego. É mais um cartão postal no caminho.
Abrir o caminho não foi tão fácil porque tudo é feito à mão.
- Eles passavam três, quatro meses, sem aumentar um metro para frente. Tem sempre o risco de desabamento, como já teve. Gravando lá dentro conseguimos um furo, eles estavam abrindo caminho quando houve um desmoronamento – relembrou.
Entre as duas extremidades da gruta (Brejo é o nome da entrada e Verruga o da saída) há uma distância de 486 metros. Atualmente, pode-se visitar ‘a trilha do garimpo’ e mergulhar no poço, o brejo de águas verdes que se estende por debaixo da pedra. Depois de concluída a abertura do Verruga, os turistas poderão conhecer o caminho completo, como explicou a jornalista.
- Eles vão cobrar uma taxa mínima para manter o espaço. Vai gerar emprego, vai contratar gente, guias, até a própria sobrevivência deles vai ser garantida. Eles ficaram de corpo e alma nesse projeto – destacou.
Quando falta dinheiro para continuar a empreitada, eles vão garimpar na serra da Chapada Diamantina. Saem dois e ficam dois trabalhando na abertura da mina.
- Queremos implementar um projeto de educação ambiental para conscientizar as pessoas do lugarejo. Tem muita coisa para ser feita lá e podemos contribuir com isso. Temos que seguir o princípio da Agenda 21. Quando se trabalha com uma comunidade, é preciso fazer as coisas junto com as pessoas envolvidas no lugar. Tem que ser uma troca. Nós estamos aprendendo muito com eles também – observou Mariana.
Próximo passo:
– Vamos esboçar um projeto para tentar patrocínio e viajar de novo para fazer a cobertura da abertura final do prédio, o Verruga - adiantou.
Além da reportagem, foi gerado um acervo fotográfico. A exposição é itinerante e já foi apresentada na Emop, Uerj, Unicamp (Campinas), além da própria região da mina.
- Sou apaixonada por isso. Escolhi fazer jornalismo para trabalhar com meio ambiente, de preferência fazendo documentários. O prêmio abriu portas para conseguirmos patrocínio novamente para dar continuidade ao projeto, para continuar a gravação na vila. Tem gente curiosa lá. Tem o motorista da escolinha da cidade que sabe todas as capitais do mundo. Tem uma argentina que largou a família para morar lá. Tem uma alemã que trabalha oito meses na Alemanha e passa o restante do ano no lugarejo – disse Mariana, adiantando um pouco da história que está por vir.

January 14, 2008

Clipping Site Uerj

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5º FestCine Amazônia
29/11/2007

Desenvolvido por estudantes da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, o documentário do Projeto Igatu venceu, na categoria de melhor reportagem ambiental, o 5º FestCine Amazônia, realizado entre 13 e 17 de novembro. O festival, promovido anualmente na cidade de Porto Velho, tem como objetivos divulgar, integrar e incentivar discussões em torno da produção de cinema e vídeos nacionais e internacionais, que tenham o meio ambiente como tema central.

O trabalho foi orientado pelo professor Ricardo Freitas e conta a história de Igatu, um povoado de Andaraí, cidade baiana localizada na Chapada Diamantina. O vilarejo, todo construído em pedras, possui atualmente 354 habitantes, mas já chegou a abrigar cerca de 9 mil pessoas no auge do ciclo de exploração do diamante, no século XIX.
A região logo entrou em declínio e a vila foi abandonada, transformando-se em ruínas. Há sete anos, um grupo liderado por um ex-garimpeiro local começou a trabalhar para reabrir, como atrativo ecoturístico, a gruta Brejo-Verruga, uma das minas mais produtivas de Igatu. O Projeto Igatu teve início em novembro de 2005 e os estudantes produziram uma exposição fotográfica, palestras e reportagens, além do documentário.

Re-vista

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11/4] Entrevista: Bernardo Abreu - jornalista
[Zaira Brilhante]
zaira.brilhante@re-vista.info

Aluno do 8o período de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Uerj, Bernardo Abreu é um dos produtores do documentário “Igatu – Caminhos de Pedras”.

Re-vista!: Como você define essa experiência?
Sabe aquele chavão de “mundo paralelo”? Igatu é a melhor materialização dessa idéia. Conhecer a vila, os habitantes e, sobretudo, seus valores e modo de vida, foi uma experiência única. A energia do bem que permeia o ar de Igatu é revigorante. A religiosidade e a mística que impregnam cada ruína e cada terreno abandonado parecem levar o visitante a uma outra dimensão.

Re-vista!: Qual o principal diferencial de Igatu?
A hospitalidade e simpatia dos moradores, que chegam a causar estranheza a quem vive na cidade grande, encantam qualquer pessoa que passa por ali. Ninguém é capaz de sair de Igatu do mesmo modo que entrou. Todos levam algo para si daquele lugar. O vilarejo parece poder desanuviar até a mente mais estressada e mal-humorada.

Re-vista!: O que mais te impressionou durante o tempo em que esteve em Igatu?
A perseverança inabalável de Seu Diga e companhia impressiona. É difícil compreender como alguém pode dedicar 7 anos de sua vida a um trabalho arriscado como aquele, principalmente sem receber nada por isso. Nenhum dos quatro tem como prever se todo esse esforço terá retorno, mas eles prosseguem mesmo assim. Estão lá todos os dias, chova ou faça sol. Só não entram em dia santo, ou quando Seu Diga acorda com mau pressentimento.

Re-vista!: E o trabalho na mina, como foi participar dele?
Foi incrível poder acompanhar o trabalho dentro da mina. Não é todo dia que se vê um senhor de 79 anos quebrando pedras com um martelo e uma estaca, dentro de uma mina estreita e pouco iluminada. Foi muito emocionante. Principalmente porque, por mais que eles sejam super preocupados com a segurança dos turistas e nunca tenham sofrido nenhum acidente lá dentro, é um trabalho perigoso. Um dia, enquanto filmávamos no interior da gruta, o Denis derrubou uma parede de pedras que não estava firme, alguns metros a nossa frente. Foi um estrondo enorme, sentimos até o chão tremer um pouco. Por sorte, conseguimos registrar esse momento no documentário.

Re-vista!: Qual a importância de registrar isso sob a forma de um documentário?
O trabalho que nós realizamos através do projeto foi edificante. Conhecer a história de superação e dedicação desses homens fez a gente se esforçar ainda mais para que o projeto dê certo e renda bons frutos para eles. Conseguir visibilidade e, de preferência, apoio para o trabalho de Seu Diga, Renilton, Badega e Denis é o nosso maior objetivo. Acho que somente se atingirmos esse objetivo vamos sentir que retribuímos à altura todo o carinho e atenção com que eles nos receberam.

Re-vista

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11/4] Uma câmera na mão…
[Zaira Brilhante]

zaira.brilhante@re-vista.info

Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. O lema é velho, mas se a idéia for boa, vale a pena. E a idéia do professor de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Freitas, foi ótima. Tão bacana que quatro de seus alunos do curso de Assessoria de Imprensa toparam fazer um documentário a partir dela.

O roteiro? A história da tentativa de reabrir uma gruta fechada desde 1950. O cenário? O vilarejo de Igatu, com 354 moradores, ao sul da Chapada Diamantina, estado da Bahia. O protagonista? Um ex-garimpeiro de 79 anos, de nome Edgar, mas pode chamar de Seu Diga.

O objetivo dos jovens ao comprarem essa idéia era ajudar a divulgar o trabalho do grupo que hoje, liderado por seu Diga, tenta transformar o antigo local de exploração em atrativo ecoturístico da região. A Gruta Brejo-Verruga (Brejo é o nome da entrada e Verruga da saída) foi aberta pela primeira vez na década de 40, mas uma briga entre sócios interrompeu as atividades. Com as saídas do garimpo bloqueadas, a água acabou por fazer o subsolo, de 486 metros de extensão, desabar.

“Mais de 400 metros já estão desobstruídos”, conta Mariana Campos, uma das alunas que desenvolveu o trabalho. E ela completa: “foi emocionante entrar na gruta. Na primeira vez deu uma certa aflição, mas depois que a gente se acostuma é até gostoso. Agora, tem que ter coragem”.

A estudante, que visitou com a também aluna Tainá Del Negri o vilarejo na última semana para mostrar o resultado do trabalho, fez questão de citar ainda a receptividade com que, mais uma vez, o povo da região os recebeu. “O que testemunhamos foi inesquecível. O retorno, no final das contas, foi pra gente, pois houve uma recepção altamente positiva”, comenta.

Há em Igatu, no entanto, quem não esteja assim tão preocupado com essa história de ecoturismo. Na verdade, a gruta exerce fascínio não só por suas belezas naturais. É possível ouvir entre um ou outro morador histórias sobre diamantes que ainda estariam escondidos por ali. Um imaginário preservado pelos 354 habitantes do vilarejo.

O resultado da visita dos alunos à região será exibido nesta sexta-feira (13/4), na própria Faculdade de Comunicação, e terá presença de todos os envolvidos no projeto. Os alunos Bernardo Abreu, Daniella Guedes, Mariana Campos e Tainá Del Negri junto ao professor Ricardo Freitas apresentarão uma exposição de fotografias e o documentário “Igatu – Caminhos de Pedras”. A Faculdade de Comunicação Social fica no 10o andar do prédio da Uerj (Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã). O evento começa às 18h.

Sobre o vilarejo

Igatu é um povoado de Andaraí, cidade localizada na Chapada Diamantina, Bahia. A população, hoje com 354 habitantes, chegou a abrigar mais de nove mil pessoas durante o auge do ciclo e exploração do diamante. Na época chamada de Xique-Xique, a vila, toda construída em pedras, logo testemunhou o declínio da economia e seu conseqüente esvaziamento. Abandonado, o vilarejo foi aos poucos se transformando em ruínas – o que lhe rendeu o apelido de “cidade-fantasma” – devido às últimas tentativas dos garimpeiros de encontrarem diamantes.

Hoje, a economia de Igatu é sustentada pelo turismo. Grutas, cachoeiras e cursos d’água, picos e vales fazem parte do cenário local e de toda a Chapada Diamantina, o que atrai turistas do mundo inteiro e inspira o trabalho dos guias da região.

Fotos: Tainá Del Negri

Clipping Site Unicamp

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Exposição mostra os caminhos das pedras do povoado de Igatu

[3/9/2007] Mil novecentos e trinta a mil novecentos e quarenta. O caminho das pedras de Igatu, povoado de Andaraí, cidade da Chapada Diamantina, na Bahia, é traçado por Tainá Del Negri, Daniella Guedes, Mariana Alves Campos e Bernardo Abreu na exposição e documentário Igatu, caminhos de pedras, em cartaz no Espaço Cultural Casa do Lago desta terça-feira (4) até 13 de setembro. A produção faz parte do Projeto Igatu, desenvolvido, em 2005, na disciplina de assessoria de imprensa da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com o objetivo de manter viva a história de Igatu e do grupo de homens do Brejo-Verruga. Por meio do depoimento de quatro garimpeiros do local, os autores retratam os auros tempos da exploração do diamante, quando a vila abrigava mais de 9 mil pessoas; seu esvaziamento, na década de 1940, quando era chamada de Xique-Xique; e a saga, nos dias de hoje, de um grupo de garimpeiros em reabrir a mina BRjo-verruga, para transformá-la em um dos pólos turísticos importantes da Chapada Diamantina. Hoje, a vila conta com 354 habitantes. O esvaziamento foi causado pelo declínio da economia, com a queda da exploração do diamante.

Um dos garimpeiros ouvidos pela equipe é seu Diga, de 79 anos, que trabalhou na gruta em sua época áurea. “Ele já consegue visualizar Igatu repleto de turistas e acredita que o projeto, por conta disso, trará benefícios à economia do vilarejo.

Em 1941 foi aberta a gruta Brejo-Verruga (brejo é a entrada e verruga, a saída) foi aberta por garimpeiros na década de 1940, mas devido a uma briga entre os sócios, foi fechada na década seguinte. Eles interditaram as entradas e o subsolo do garimpo desabou. Entre o brejo e a verruga há uma distância de 486 metros, e o grupo que tenta reabrir a entrada já cavou mais de 400 metros. Depois de concluída a abertura do Verruga, os turistas poderão conhecer todo o caminho, mas ainda não há apoio ou auxílio financeiro do governo local e de empresas particulares.
(
Maria Alice da Cruz)
Foto: Tainá Del Negri
Edição de imagens:
Weslley Morais

Clipping FestCine Amazônia

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Porto Velho, 19/11/2007 - 18h55m

NOITE DE EMOÇÃO NA PREMIAÇÃO DO FESTCINE AMAZÔNIA CONFIRA OS VENCEDORES

Na noite de sábado, 17, a cidade de Porto Velho conheceu os vencedores do FESTCINE AMAZÔNIA, Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, 5ª Edição. Todos receberam o Troféu Mapinguari dentro da Mostra Competitiva entre mais de sessenta filmes e vídeos.

Antes do anúncio dos vencedores, o FESTCINE AMAZÔNIA prestou homenagem à atriz Chica Xavier, que subiu ao palco e levou os presentes à emoção. Lembrando a importância de eventos como este, a artista ressaltou que todos devem lutar para que possamos trabalhar em prol da inclusão cultural e da preservação ambiental. Chica Xavier recebeu ainda uma homenagem das religiões de matriz afro da capital rondoniense.

Logo após a homenagem, o público presente assistiu a exibição do filme convidado “Ferrovia do Diabo”, de Simon Plum, com roteiro de Cristhian Kaasberg, mostrando as agruras e sofrimentos dos trabalhadores que vieram para a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, e o desmonte da obra ao longo das décadas. O filme foi produzido e editado na Dinamarca.

A organização do FESTCINE AMAZÔNIA entregou os prêmios aos cineastas e diretores em clima de alegria, com todos os que subiram ao palco lembrando que a arte cinematográfica tem o papel de levar às pessoas não somente diversão, mas reflexão sobre os atos de cada um enquanto cidadão para caminharmos para um mundo mais justo social e ambientalmente.

Os grandes vencedores do FESTCINE AMAZÔNIA, Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, 5ª Edição são os seguintes:

Prêmio Danna Merril: Melhor Documentário
“Profetas Da Chuva E Da Esperança”
De Márcia Paraíso, De Santa Catarina

Prêmio Major Reis: Melhor Animação
“Vida Maria”
Diretor Márcio Ramos, do Ceará,

Prêmio Vitor Hugo: Melhor Ficção
Empate Técnico Entre.
“Impoliticamente Incorreto”,
De Mauricio Câmara E Pedro Bretaim do Rio Grande Do Sul e
“Borralho”, dos diretores Arturo Sabóia E Paulo Eduardo, do Maranhão.

Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira: Melhor Experimental
“Lamento”,
De Kim-Ir-Sem-Pires Leal, de Goiás.

Prêmio Chico Mendes: Melhor Roteiro
“Primeiro Movimento”,
Animação da diretora Érica Valle, do Rio De Janeiro.

Prêmio Marina Silva: Melhor Montagem
“Profetas Da Chuva E Da Esperança”,
Documentário de Márcia Paraíso, de Santa Catarina.

Prêmio Povos Indígenas De Rondônia: Melhor Trilha Sonora
“Na Corda Bamba”,
Direção de Marcos Buccini,
Trilha sonora de Léo D. E Willian P., de Pernambuco.

Prêmio Silvino Santos: Melhor Fotografia
“Profetas Da Chuva E Da Esperança”,
Direção de Márcia Paraíso de Santa Catarina,
Fotografia de Ralf Tambik e Anderson Capuano.

Prêmio Capô (Maurice Capovilla): Linguagem
“Tinha A Gata Gioconda”,
Animação com direção de Ivan Spacek, de São Paulo.

Prêmio Melhor Direção
“Nosso Amor É Tão Bonito”,
Ficção com direção de Anna Costa e Silva, do Rio de Janeiro.

Prêmio Melhor Ator
Jorge Loredo,
De “Quando O Tempo Cair”, ficção de Selton Melo, do Rio de Janeiro.

Prêmio Melhor Atriz
Angelica Diná Gomes,
De “Mais Ou Menos Um”, direção de Wilmar Ferraz, de Goiás.

Júri Popular
Prêmio Thiago De Mello, eleito pelo público
“Urubus Tem Asas”, documentário de Marcos Negrão e André Rangel, do Rio de Janeiro.

Prêmio Abd-Ro/Lídio Sohn – Melhor Documentário
“Tão Longe, Tão Perto”,
De André Constantin, do Rio Grande do Sul.

Melhor Vídeo Reportagem Ambiental Nacional
“Igatu, Caminhos De Pedras”,
De Mariana Alves Campos, do Rio De Janeiro.

Melhor Reportagem Ambiental Rondoniense
“Cooperativa Sustentável – Guajará Mirim”,
De Emerson Barbosa.

Melhor Vídeo Rondoniense
“O Parceleiro”,
De Zacarias Pena Verde.

Prêmio Para Melhor Filme
“Profetas Da Chuva E Da Esperança”,
Direção de Márcia Paraíso de Santa Catarina.
Recebeu 1 Câmera De Vídeo Digital e o prêmio Ctav, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, com a cópia do filme em 35 mm.

O 5º Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, Edição 2007, teve o patrocínio da Petrobras, TNG – Gasoduto - Urucu-Porto Velho e do Ministério da Cultura, com apoio da FECOMÉRCIO.

Fonte: www.festcineamazonia.com.br
Autor: Assessoria de Comunicação